Das Bodegas
Áspera
a fragrância precária
ensaia sonora gargalhada
gorgulhos navegam orgulhosos
em um copo de cachaça
tudo é balcão, arre! Tudo é
uma chuva densa cai lá fora
não se vê muito pela janela
outrora caia ali o corpo de Barnabé
mil demônios o esperavam do lado de lá
há quem diga que de vez em quando ele se levanta
e se aproxima balançando nos bolsos
algumas pedras de gelo
é um ato falho as mãos
procurarem medir com os dedos
e as unhas o medo de um anão
diante da grande vadiagem
é melhor deixar que a carroça
carregue seus ossos sem permissão
AQUI VOCÊ ENCONTRA ARTES, DERIVAÇÕES E ALOPRAÇÕES
Quem sou eu

- Marcos Vinícius Leonel
- Crato, Ceará, Brazil
- Um buscador, nem sempre perdendo, nem sempre ganhando, mas aprendendo sempre
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
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