Cinco para as quatro
Eis um rio desaguado
Que solidão insólita aquela
Sem dentição aparente
Na margem direita
A desolação do velho sofá
Sem reino e sem níqueis
Retidos em segredos
Na margem esquerda
A disjunção onírica
Das cápsulas deflagradas
Que não decifram o inimigo
Na margem incontida
O prazer inafiançável de
Se dependurar em grampos
Sob a pele em sala escura
Eis uma inundação
De espermas nas pernas
Sem restrição aparente
AQUI VOCÊ ENCONTRA ARTES, DERIVAÇÕES E ALOPRAÇÕES
Quem sou eu

- Marcos Vinícius Leonel
- Crato, Ceará, Brazil
- Um buscador, nem sempre perdendo, nem sempre ganhando, mas aprendendo sempre
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
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