Dos Repúdios
A esgrima da rejeição
É uma cárie no canino crescido
É por lá que passam as solas gastas
E o refluxo da solidão
Toda noite é assim
Quando o ar fica murmurando muros
E as vacas pisoteiam vagas para
Nascerem bezerros seus
Existe na multidão
Um ar de repúdio ao veja só
Nem que seja por um segundo
A farinha nega os farelos
E é justamente nessa hora
Que chega sempre Ramiro Flores
Com seus dentes de ouro
E sua úlcera que incinera a alma
AQUI VOCÊ ENCONTRA ARTES, DERIVAÇÕES E ALOPRAÇÕES
Quem sou eu

- Marcos Vinícius Leonel
- Crato, Ceará, Brazil
- Um buscador, nem sempre perdendo, nem sempre ganhando, mas aprendendo sempre
terça-feira, 21 de outubro de 2008
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